Nem talento nem sorte
Tenho acompanhado o percurso do livro recém-lançado de uma das minhas mentoradas.
Quando comecei a trabalhar com a Joana percebi logo que tinha talento e uma voz em construção, o que não tem sido raro. Menos comum é o conjunto de características que alguns escritores, como ela, mantêm ao longo do processo e que podem ser determinantes no momento de publicar.
Decisão
Levar um livro até ao fim depende, antes de tudo, de uma decisão mantida.
A Joana tinha inseguranças, como qualquer escritor, mas não permitia que isso a bloqueasse. Era assídua, cumpria prazos de entrega e escrevia de forma consistente.
Perfeccionismo quanto baste
Ouvir apontar fragilidades não a tornou defensiva nem a fez desistir. Para a Joana era claro que reconhecer o que não funciona é parte do caminho para a evolução.
Quando estava bom, avançávamos; quando era preciso intervir, trabalhávamos. Estagnar, nunca.
Adesão ao processo
A adesão às orientações foi importante. Debatíamos, testávamos caminhos, e ela mostrava uma capacidade que nem sempre encontro: aplicar, ajustar e replicar.
Paciência
Todos queremos terminar o livro depressa e, idealmente, publicá-lo. Com a Joana não foi diferente, mas ela sabia que “terminar” é um conceito elástico.
Reescreveu, editou, reorganizou e voltou a construir até atingir o seu nível de exigência.
O resultado
Quando decidiu que o trabalho estava pronto, sabia exatamente a quem o queria entregar. A resposta não tardou.
O livro “A Vida das Peles” foi publicado pela Urutau. Podes conhecê-lo aqui e apoiar o trabalho dela.
Se procuras treino consistente e orientado, é isso que vamos fazer no Laboratório de Escrita, que começa amanhã.
Descobre mais aqui.
Abraço,
Lara




Muito obrigada pela partilha. Beijinhos